quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Do céu azul, das flores de abril

Hoje eu pirei lembrando do nosso primeiro encontro.
Lembrei e senti cada sensação de novo: a espera, o coração sem saber se batia rápido, se pulava pra fora e saia correndo, se ficava calminho, calminho, por saber bem, mesmo sem saber o porquê, que era esse o caminho. Consegui ver tudo e sentir cheiros com detalhes: você dentro do carro, sua voz, seu sorriso, a sua mistura: de timidez e certeza. Lembro de tudo e ao mesmo tempo fico zonza, como na primeira vez. Tudo roda, e eu tenho a certeza, de novo, que aquele momento era um divisor de águas, e que alguém pra lá de importante havia chego pra ficar.

Paramos no farol, você virou, e me beijou, assim, sem cerimônias. E foi assim, sem formalidades, ensaios, você entrou na minha vida, e eu entrei na sua. Sem pedir licença, sem manual, mas com todo o jeito do mundo, você se tornou você, e ser eu passou a ter sentido.




"Eu vim correndo, a frente do Sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira
Pensei em tudo que é possivel falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos de cais
Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor dos temporais
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem, do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele, tudo vale.
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer um sonho acontecer"

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